Um tsunami regulatório que ninguém está ignorando
A Reforma Tributária Brasileira não é apenas uma mudança de siglas — é a maior reorganização do sistema fiscal do país em décadas. A substituição de PIS/COFINS pelo CBS, a criação do IBS (substituindo ICMS e ISS) e a implementação do Split Payment até 2033 representam uma ruptura com o modelo que as empresas operam há 30+ anos.
Para usuários e contadores, isso é dor de cabeça. Para quem constrói software, é oportunidade.
O que muda na prática
CBS — Contribuição sobre Bens e Serviços
Substitui PIS e COFINS. Alíquota única federal sobre o consumo. A novidade é a não-cumulatividade plena — o crédito tributário agora segue toda a cadeia produtiva de forma transparente. Isso cria necessidade de rastreamento de créditos que sistemas legados não fazem.
IBS — Imposto sobre Bens e Serviços
Substitui ICMS e ISS. Gerenciado pelo Comitê Gestor do IBS. A complexidade aqui é política: 27 estados + centenas de municípios precisam se coordenar numa única base. Durante o período de transição (2026-2033), empresas precisam calcular AMBOS os sistemas simultaneamente.
Split Payment
O mais disruptivo de todos. Em vez de a empresa receber o valor integral e depois recolher o imposto, o sistema financeiro vai reter automaticamente a parcela tributária no momento do pagamento. Em alguns cenários, o imposto é pago antes do negócio receber o principal.
Impacto no fluxo de caixa: brutal. Impacto na necessidade de software de previsão de caixa: enorme.
Onde estão as oportunidades de software
1. Reconciliação de créditos IBS/CBS
A não-cumulatividade plena cria um labirinto de créditos a recuperar. Empresas precisam de software que rastreie cada fornecedor, cada nota fiscal, cada crédito disponível e cruze isso com os recolhimentos do período.
TAM estimado: Qualquer empresa com NF-e acima de 50/mês tem esse problema. São milhões de empresas.
2. Projeção de fluxo de caixa pós-Split Payment
O Split Payment muda completamente como as empresas devem planejar seu caixa. Soluções que integram ERP, histórico de vendas e as novas regras de retenção para projetar entradas líquidas.
TAM estimado: Médias e grandes empresas, especialmente varejo e serviços.
3. Calculadoras e simplificadores
O regime simplificado tem transição específica, mas MEIs e empresas do Simples precisam entender o impacto na precificação e nas obrigações acessórias. Ferramentas simples que traduzam a reforma têm mercado massivo.
A janela de oportunidade
A transição de 2026 a 2033 é uma janela de 7 anos para produtos focados (Micro-SaaS) capturarem market share da TOTVS ou pequenos ERPs.
Se você é contador, empresário ou desenvolvedor nesse espaço, entre em contato. Estamos mapeando os problemas mais dolorosos antes de lançar nossos produtos fiscais de forma Build In Public.
A reforma tributária a maioria vê como problema. Nós construímos soluções.